terça-feira, 15 de abril de 2014

Rolinho Bross: RIR e PIXOTOSCO

por Iwan O. Silva
 
 
Algumas obras nas cercanias do metro Sumaré feitas pelos Rolinhos Bros.
 
 
Av. Sumaré, sem numero
 
 

Rolinho Bros é um grupo de artistas que não usa spray, segundo o site deles. E, mais importante que isso, dialogam com o rejeitado pixo, incorporando os valores que os "pixadores de verdade" em suas obras: dificuldade de acesso ao local, tamanho, execução.
 
 
Av. Doutor Arnaldo, sem numero
 
Seus principais artistas são o Pixoto(Tony de Marco) e o RiR (Felipe Risada) que se juntam com outros grafiteiros, pixadores, muralistas pra pintar os muros e paredes de São Paulo.
Eu vou ousar dizer que esse interesse de Tony pelo pixo é uma junção de gostos: ele é artista plástico e tipografo: nos Rolinhos Bros ele encontra ambos.
 
O Pixotosco é esse dragão e o RiR a carranca.
 

Agora estão expostos alguns trabalhos deles no Atelier Galeria Priscila Mainieri.

Pixotosco apagado embaixo do metro Sumaré
 
 
https://www.flickr.com/photos/tonydemarco/sets/1095782/
http://www.newcreators.art.br/creators/felipe-risada
https://www.flickr.com/photos/tonydemarco/8531855540/
http://www.rolinhobros.com/eh_nos/


Atelier Galeria Priscila Mainieri
Rua Isabel de Castela, nº 274
Vila Madalena - SP
CEP - 05445-010
contato@ateliepriscilamainieri.com.br
Telefone
(11) 3031-8727
Horário de Funcionamento
Seg a Sexta das 14:00 às 19:00
ou Visitas Agendadas
Por: José Antonio Piné






Fotógrafo Jacques Henri Lartigue
Instituto Moreira Sales



"Adoro captar as coisas em pleno ar, deter o movimento no calor da hora, 
preparar uma armadilha para o instante fugaz..."

Jean-Loup Sieff, retrato de Jacques Lartigue, Paris, 1972

Jacques Henri Lartigue (1894-1986) foi um dos maiores fotógrafos do século XX. Mas sua obra fotográfica só foi reconhecida na década de 60, quando o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque apresentou pela primeira vez seu trabalho com fotografia. Antes disso, sua notoriedade era como pintor. 

Coco, Hendaye, 1934


Renée no Palm Beach, Cannes, agosto de 1931


Charly, Rico e Sim, Rousat, setembro de 1913
Bibi, Biriatou, julho de 1929




Nesta segunda exposição dedicada a Lartigue no Brasil e que está aberta ao público no Instituto Moreira Sales, sua obra foi revisitada a partir de dois elementos: o ar e a água, seus temas prediletos. 

São 117 fotos e duas ampliações composta em quatro espaços diferentes, cada qual dedicado a uma temática particular do fotógrafo.
Como um diário fotográfico do século XX, suas fotos nos mostram um retrato da “bélle époque”, mesmo nos momentos mais difíceis do século passado.


Aterrissagem de Robert a bordo do Pic. no.3. Robert, James e o agricultor, Rouzat, setembro de 1910


Automóvel Delage, Grande Prêmio de Automóvel Clube da França, circuito de Dieppe, Le Tréport, 26 de junho de 1912





Com um talento singular, Lartigue captura com sucesso os instantes mais fugazes, especialmente os corpos e objetos em movimento e no júbilo daquilo que não toca o chão: saltos e cambalhotas, carros em alta velocidade, aviões voando, quedas e mergulhos.
O conjunto de sua obra fotográfica pertencente ao Estado francês desde 1979, e é composta de 135 álbuns diagramados por ele mesmo, chegando a 14.423 páginas.


Bibi, lua de mel no Hotel des Alpes, Chamonix, janeiro de 1920

Chau Volton na praia de Garoupe, Cap d'Antibes, julho de 1932
Suzanne Lenglen, Nice, maio de 1921

A exposição no Brasil, além das 117 fotografias, é complementada por um conjunto de obras que nos permite uma aproximação ainda maior dos procedimentos de Lartigue: citações extraídas de seu diário íntimo, uma seleção de fac-símile expostos em vitrine (páginas de álbuns e agendas ilustradas com desenhos), um filme tirado em família durante o verão de 1914 e documentos testemunhando a história de seu reconhecimento como fotógrafo, negativos impressos em vidro, além de suas primeiras fotografias colorida em croma, uma tecnologia pouco acessível para a época.







Data da visitação: 14/04/2014
Onde: Instituto Moreira Sales
Endereço: rua Piauí, 844, 1o. andar, Higienópolis. Telefone: (11) 3825 2560
Horário: segunda a sexta, das 13h às 19h. Sábado, domingos e feriados, das 13h às 18h.
Entrada franca.
www.ims.com.br

terça-feira, 1 de abril de 2014

León Ferrari - Lembranças de meu pai


Por Sarah Afonso


As obras de León Ferrari são novas propostas para as linguagens do desenho, da gravura e da escultura, explorando temáticas diversas e numa configuração própria da linguagem artística visual e, ao mesmo tempo, essa mesma expressão o fez desdobrar temáticas que interrogam profundamente a cultura ocidental cristã. São obras que investem contra as diversas formas de repressão à liberdade, além de posicionar-se, sempre crítica e irônica, frente a alienação da sociedade contemporânea.

León Ferrari  
O Cristo, 1980
São Paulo, SP, 1986
2.0 x 3.0 m

Pintura que apresenta um cristo crucificado sobre uma tela. Novo Realismo apresentado na exposição A Nova dimensão do Objeto, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC USP (1986). Uma visão crítica sobre as relações de violência implícitas da religião cristã e de violências explícitas da política de defesa promovida pelos Estados Unidos.

León Ferrari
Sem título, s/d. e Lembranças de Meu Pai, 1977
São Paulo, SP 
100 x 50 x 50 cm

León retoma questões realizadas nos anos 1060. São esculturas em arame, quatro vértices de um paralelepípedo situado verticalmente segregam fios lineareas de aço inox, soldados em prata. É uma construção geometrizada, talvez, nela exista vestígios dos cálculos que o artista fez para as igrejas que seu pai idealizou.

León Ferrari
Cruzamento II, 1981
São Paulo, SP
100 x 100 cm

São arquiteturas improváveis. labirintos que fogem da arquitetura utópica, segundo arquitetos seria impossível projetar um destino tão "horrível"para a espécie humana. León Ferrari propõe exatamente essa transformação.

León Ferrari
Collage, 1986
Série Paraerejes
50 x 70 cm

A série apresenta colagens de imagens e textos onde ele mescla reproduções de gravuras Albrecht Durer, em especial as da série Apocalipse, a desenhos eróticos de caráter pagão. As obras situam acerca dos dogmas católicos e das contradições inerentes à prática religiosa.



O Museu MAC ao escolher a obra de Ferrari para o objeto desta antologia no processo de implantação de sua nova sede, quis reconhecer não apenas a importância inconteste de seus trabalhos na atualidade mas, igualmente, o fato de que Ferrari é um dos artistas internacionais melhor representado no acervo do Museu. A partir de seu recente falecimento, o MAC USP transforma tal reconhecimento em homenagem a esse artista que segundo Tadeu Chiarelli nunca se deixou submeter por nada ou ninguém que se opusesse ao incoformismo que se caracterizou sua obra. Podemos passear pelos corredores em frente a suas obras e apreciar a própria materizalização do pensamento livre.

Data de visitação: 01/04/2014
Onde: Museu MAC
Endereço: Passarela Ciccilo Matarazzo - Quarto andar - Parque Ibirapuera
Quando: 28 de setembro de 2013 - tempo indeterminado.
Horário: Terça a domingo das 10h às 18h
Entrada: Gratuita








segunda-feira, 31 de março de 2014

Narrativas Poéticas - Coleção Santander Brasil

Por Carolina Montecchi





A exposição Narrativas Poéticas propõe demonstrar as múltiplas possibilidades de diálogo entre poesia e arte plástica, colocando obras de diferentes gêneros no mesmo ambiente, dando ao espectador diversas possibilidade de associações. Eu por exemplo associei essa xilogravura ao poema de Castro Alves:



Gilvan Samico
Recife, PE, 1928 - Recife, PE, 2013

O Enigma, 1989
Xilogravura colorida sobre papel
















Pomba d'esp'rança sobre um mar
                                         d'escolhos!
       Lírio do vale oriental,
                                         brilhante!
 Estrela vésper do pastor errante!
     Ramo de murta a recender
                                           cheirosa...





Castro Alves - Hebréia
                                                                 
    
 
Os 46 fragmentos de poemas, de 23 poetas brasileiros como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, encontram-se em janelas ou em telas brancas espalhadas pelo museu, ao lado de desenhos, pinturas e xilogravuras de Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e Milton Dacosta, entre outros. São 58 obras de arte plástica.

                                                                         


 
Manabu Mabe
Kumamoto Kan, Japão, 1924 - São Paulo, SP, 1997

Sem Título, 1958
Óleo sobre tela.
                                                                                       
                              















Mas tremia na cidade uma fascinação casas
                                                            compridas
autos abertos correndo caminho do mar
             voluptuosidade
mil presentes da vida aos homens indiferentes,
         que meu coração bateu forte,
                           meus olhos inúteis choraram.



Carlos Drummond de Andrade
Coração Numeroso (fr.)








Essa é a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa abre seu espaço para obras de arte plástica. É uma exposição sutilmente interativa, onde podemos nos emocionar não somente com a beleza de uma tela ou com um belo poema, mas também com a relação que nós mesmos criamos entre eles, dando novos sentidos.




Onde: Museu da Língua Portuguesa.
Endereço: Praça da Luz, s/nº  - Bom Retiro - São Paulo - SP.
Quando: de  25 de abril a 20 de julho.
Horário: Terça a domingo das 10h às 18h ( a bilheteria fecha as 17h)
Entrada: R$6,00. Gratuita aos sábados.
Links relacionados: http://www.museulinguaportuguesa.org.br/exposicoes.php



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Submersão de JULIA HANNUD


SUBMERSÃO - SONIA GUGGISBERG



A partir de um espaço vazio, que antes era nada mais do que uma parede de concreto, o Sesc Vila Mariana resolveu abrir esse espaço para a primeira artista  fazer sua intervenção.
O projeto É uma oportunidade para que frequentadores que vivenciem experiências estéticas com obras de grande dimensão que se apresentam como possibilidade de deslocamento da percepção e, consequentemente, proporcionando outras formas de olhar a paisagem urbana.


Essa exposição é composta por uma grande foto de 57m (largura) x 7,5m (altura de um prédio de três andares), que passa uma sensação de conforto e felicidade, a foto retrata crianças brincando na agua dentro de bolhas no fundo de uma piscina. Acredito que para uma parede de concreto que antes não tinha nada alem de concreto, essa imagem trouxe um pouco de alegria e imaginação para as pessoas que passam na rua, e ate mesmo para pessoas que moram na frente do Sesc. 
A artista Sonia Guggisberg diz que Submersão (que é o nome da obra) integra o projeto(I)mobilidade, que surgiu de uma reflexão sobre a clausura social dentro do universo urbano contemporâneo. Nele as pessoas têm seus movimentos contidos pelo confinamento. A água entra como metáfora de seu contrário e deixa de ser algo acolhedor. Ela usa o elemento água, onde pretende amplificar em imagens a relação entre este meio e o homem, assim como propor reflexões relacionadas à simultaneidade entre espaço interno e externo à obra e ao espectador. A artista procura simbolicamente trabalhar a crise ambiental como um conceito ampliado, desenvolvendo um pensamento transversal que relaciona meio ambiente, arte e vida. 


o que:Submersão
quando:
11/novembro/2013 a 16/novembro/2014
onde:

quanto:
 gràtis



terça-feira, 25 de março de 2014

A Magia de Miró, Desenhos e Gravuras

Por Matheus Detoni




Está aberta a exposição “A Magia de Miró, Desenhos e Gravuras”. Depois de passar por vários locais do mundo, a exposição conta com 69 obras do espanhol e 23 fotografias que registram o processo de criação das obras. As fotografias foram feitas por Alfredo Melgar, que também é o curador da exposição e foi amigo do artista espanhol.




Miró trabalhando, foto tirada por ALFREDO MELGAR.


Quando vi que uma exposição sobre Miró estava aberta em São Paulo - e por um curto período- não tinha como não ir, assim como ninguém pode perder. É uma oportunidade única de acompanhar o processo criativo de um grande mestre das artes, além de fotos mostrando sua relação com as obras que fazia e onde trabalhava.
As gravuras mostram como suas obras, que alguns poderiam considerar apenas um conjunto de linhas pintadas, são consequências de uma cuidadosa elaboração, de um trabalho árduo buscando uma forma única. 






Personagem, 1977. 29,3 x 22 cm. Ceras coloridas, lápis/ cartão.




Como as gravuras apresentadas são esboços e não pretendia-se mostrá-las ao público, percebemos como difícil e trabalhoso era chegar à forma final que o artista queria. Miró consegue fazer com poucas linhas, desenhos magíficos, cheios de cor e de vida. 
Mesmo sendo esboços, nós nos envolvemos com as obras e não conseguimos parar de observá-las. Uma das minhas preferidas é a Sem Título III. Parece que foi feito ao acaso, mas vendo os esboços, Miró sabia bem o que queria fazer.





Sem Título III, 1968. 45,5 x 62 cm. Tinta chinesa e guache/ papel japonês amarelo. 


As obras estão expostas em dois ambientes. Um separado para as gravuras de Miró e outro para as fotografias de Alfredo Melgar.
A exposição pode ser vista na Caixa Cultural, que além dessa, possui outras exposições muito boas.






Onde: Caixa Cultural, Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo - SP, 01001-001


Quanto: Gratuito.


Até: 20 /04 /2014